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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Mesa Farta de Literatura Negra e Periférica na Casa do Benin



Literatura e Culinária enriquecem o cardápio de atividades da
Casa do Benin durante a 2ª FLIPELÔ

Entre os dias 09 e 12 de Agosto, a Casa do Benin (Pelourinho) se junta à movimentação da 2ª FLIPELÔ e oferece ao público uma programação especial que envolve literatura, culinária, música e muito mais. Com destaque para a produção literária negra e da periferia da cidade, a mesa da Casa do Benin será, literalmente, bem servida. A comida afrodiaspórica da chef Angélica Moreira, do Ajeum da Diáspora, dará o sabor para rodas de conversas literárias, performances poéticas, apresentações musicais, além de um encontro de saraus e de um slam (batalha poética). Também acontece uma feira livre com livros e produtos afins.

A Casa do Benin é um dos espaços culturais administrados pela Prefeitura Municipal de Salvador, através da Gerência de Equipamentos Culturais (GECULT) da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Assumindo a idealização e coordenação geral da iniciativa, o gerente da GECULT, Chicco Assis, explica que a participação da Casa do Benin na Festa Literária exalta dois expoentes da literatura soteropolitana – a produção literária negra e das periferias.Segundo o gerente, “Salvador, que há muito se destaca no cenário literário nacional e internacional, graças a obra de inúmeros dos seus escritores negros, tem sido bastante fortalecida atualmente pelos movimentos que tem acontecido nas periferias da cidade, capitaneados especialmente pela juventude negra, através saraus, slams e outros acontecimentos”.

O espaço, que já havia participado da edição anterior da FLIPELÔ, ainda que de forma mais tímida, com contações de história e lançamento de livros, pretende atrair para o evento um público específico formado em sua maioria por artistas e outras pessoas que se interessam pelos motes que serão valorizados pelas atividades propostas. Assis complementa ainda que “sendo a Casa do Benin um espaço aglutinador e difusor das relações culturais estabelecidas entre a Bahia e a África, a sua participação na Festa Literária, enaltece a poética da negritude e das periferias. Com isso, os laços do espaço com a ancestralidade afrodiaspórica é revalidado, além de uma grande contribuição para debates de extrema urgência na atualidade, como o combate ao racismo, à intolerância religiosa e ao extermínio da juventude negra que ainda insistem em nos rodear”.

Nos quatro dias de programação, o acervo da Casa do Benin, com obras coletadas por Pierre Verger em expedições à África, estará aberto à visitação sempre das 10 às 17h. No primeiro dia, 09, quinta-feira, o grupo Gangara realiza uma roda de capoeira. Já na sexta, dia 10, às 19h, as editoras Organismo e Segundo Selo realizam a primeira roda de conversas sobre Literatura Negra Contemporânea e Processos Criativos, coordenada por Silvânia Carvalho e que contará a participação dos autores baianos Davi Nunes, Vânia Melo e Alex Simões.

No sábado e no domingo, dias 11 e 12, das 10 às 17h, acontecerá no Pátio da Casa do Benin, a PeriFeirAfro Literária e, que tem a proposta de expor e comercializar de livros e produtos afins, além de promover sessões de autógrafos de escritores e escritoras negras e da periferia. Já estão confirmas as participações das editoras baianas Organismo, Segundo Selo, Galinha Pulando e da carioca Malê.
   
O sábado será o dia da Ocupação Poéticas Periféricas, liderada pelo poeta Valdeck Almeida, do selo Galinha Pulando. Além da PeriFeirAfro, a partir de 11h, acontece o Ajeum Lítero-Sonoro, com a chef Angélica Moreira e seu Ajeum da Diáspora apresentando e servindo um suculento Cozido, acompanhado de entradas e de batidas preparadas com coco, tamarindo e maracujá, batizadas de Fufu, Dedeu e Jajá. O almoço será servido ao som de Música Preta Preriférica, set list especial que será discotecado pelo DJ Gug Pinheiro. Às 13h, acontece o Sarau Poéticas Periféricas com integrantes do livro recém lançado que reúne 100 jovens poetas da periferia, que Almeida chama de “as novas vozes da poesia soteropolitana”. Às 14h, acontece mais uma roda de conversas, com o tema: A Poética Periférica no Centro da Literatura Sorteropolitana, com a participação dos poetas Gisele Soares, Sandro Sussuarana, Samuel Lima, Luz Preta Marques, Fabrícia de Jesus e Rilton Júnior. E a partir das 15h, acontece o ápice da ocupação com um Encontro de Saraus, uma roda poética com representantes dos mais importantes saraus e coletivos poéticos da cidade – Sarau Bem Black, Sarau da Onça, Sarau do Cabrito, Sarau do JACA, Sarau da Raça, Sarau Bairro da Paz Vive e Coletivo Pé Descalço.

Para finalizar a programação, no domingo, além da PeriFeirAfro, será a vez do poeta Nelson Maca e seu Candomblacksia capitanearem a Ocupação Dia Preto, se preto ele for! A partir das 11h, acontece mais um Ajeum Lítero-Sonoro. Para este dia, a chef Angélica Moreira promete servir um dos pratos mais cobiçados no Ajeum da Diáspora, o Efó, que poderá ser acompanhado de Peixe ou Frango. E, nas pick-ups de DJ Gug Pinheiro, muita Música Preta Brasileira.Às 13h: acontece a apresentação do CandomBlackesia: Axé e Poesia na Batida, que na Flipelô anterior atraiu uma multidão. Nelson Maca & Afro-Power-Trio: Dj Gug, João Teoria e Mestre Jorjão Bafafé realizam uma performance afro-poética e musical que conta com a participação de convidados especiais: Alexandra Pessoa, Lee27, Vera Lopes e Netas de Francisca: Lucia Santos e Luiza Gonçalves. Já 14h, as atrizes Vera Lopes e Emile Lapa apresentam Letras e Vozes de Mulheres Negras, uma performance que promove o diálogo entre poemas de Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo. Às 15h, acontece a roda de conversas Escrita Atual da Bahia Preta, com os escritores e escritoras que participam da PeriFeirAfro Literária. O encerramento, às 16h, fica por conta da Free Pelô: Slam dos Slans, que promoverá uma batalha poética entre representantes de importantes slams que acontecem em Salvador – Slam da Onça, Slam Lonan, Slam das Minas e Slam da Raça.

O acesso à Casa do Benin é gratuito. Os produtos das feiras serão comercializados a preços acessíveis, e os pratos do Ajeum da Diáspora terão valor de R$30 por pessoa.“A ideia é que o público da Flipelô possa circular pela Casa do Benin, para conhecer o acervo deste espaço e ainda fortalecer a economia negra e periférica”, destaca Chicco Assis.

A programação da Casa do Benin na Flipelô é uma realização da Fundação Gregório de Mattos e da Prefeitura de Salvador. A parceria da Fundação Casa de Jorge Amado, realizadora da Flipelô, bem como das editoras Organismo, Segundo Selo, Malê,  Galinha Pulando, do grupo Candomblacksia, dos poetas Nelson Maca e Valdeck Almeida, e dos diversos artistas e demais profissionais que participam do evento, é de fundamental importância para o sucesso do evento.

SOBRE A CASA DO BENIN
Administrado pela Prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos, a Casa do Benin se destaca como um dos principais espaços culturais da cidade no que se refere às relações afrodiaspórica. Inaugurado em 1988, a Casa do Benin tem projeto arquitetônico assinado por Lina Bo Bardi, que preservou a fachada do casarão colonial e internamente promoveu o diálogo da arquitetura antiga com o concreto tão utilizado pela arquitetura moderna. No prédio principal, tem uma sala de exposições permanente que abriga o acervo de peças coletadas pelo fotógrafo e etnólogo Pierre Verger em expedições realizadas pela costa beninense, além de uma sala de exposições temporárias e um auditório. Já no prédio anexo, além de uma sala multiuso e de um terraço com vista privilegiada para o Centro Histórico e de uma cozinha industrial, o pátio abriga a reprodução de edificações beninenses chamada de Tatassomba. No ano em que completa 30 anos, a Casa do Benin retoma o diálogo com a Fundação Pierre Verger, que completa a mesma idade, e preparam para o mês de novembro a abertura de uma exposição que ocupará os diversos espaços da Casa com a obra de Verger, além da realização de diversas atividades relacionadas à cultura afro-brasileira.

SOBRE A 2ª FLIPELÔ 
A 2ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – FLIPELÔ insere Salvador, pelo segundo ano consecutivo, no cenário nacional de eventos literários. De 8 a 12 de agosto ocupa diversos espaços do Centro Histórico com uma programação com muita literatura para todos os gostos e idades, além de apresentações teatrais, musicais, exposições e uma rota gastronômica. Realização da Fundação Casa de Jorge Amado, a 2ª FLIPELÔ tem como tema a frase do grande autor baiano “a amizade é o sal da vida” e é em homenagem ao escritor itaparicano João Ubaldo Ribeiro, grande amigo de Jorge Amado. Mais de 50 atividades serão realizadas de forma gratuita e todos estão convidados.

SERVIÇO
O que: Programação da Casa do Benin na Flipelô
Quando: 09 a 12 de Agosto
Onde: Casa do Benin - Rua Baixa dos Sapateiros, 7 - Pelourinho (ao pé da Ladeira do Pelô)
Quanto: Programação Cultural e Visitação – Gratuita, Feira Literária – Livro com preços acessíveis, Ajeum da Diáspora – R$30,00 – Entrada e Prato Principal
Informações:http://www.culturafgm.salvador.ba.gov.br / 3202-7890 (Casa do Benin) / 3202-7823 (ASCOM FGM)


CASA DO BENIN NA 2ª FLIPELÔ
PROGRAMAÇÃO COMPLETA

– QUINTA, dia 09/08
10 às 17h – Visitação à Exposição Permanente do Acervo da Casa do Benin
19h – Roda de Capoeira com o Grupo Gangara
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– SEXTA, dia 10/08
10 às 17h – Visitação à Exposição Permanente do Acervo da Casa do Benin
19h –Roda de Conversas: Literatura Negra Contemporânea e Processos Criativos – Roda de Conversas coordenada por  Silvânia Carvalho, com a participação dos autores: Davi Nunes, Vânia Melo e Alex Simões. Organizado pelas editoras Organismo e Segundo Selo.

– SÁBADO, dia 11/08
10 às 17h – Visitação à Exposição Permanente do Acervo da Casa do Benin e PeriFeirAfro Literária – Exposição e venda de livros e produtos afins, com sessão de autógrafos de escritores e escritoras da periferia. Editoras convidadas: Organismo, Segundo Selo, Malê, Galinha Pulando e outras.

A partir de 11h – Ajeum Lítero-Sonoro – A chef Angélica Moreira e seu Ajeum da Diáspora – apresenta e serve o prato do dia: Cozido. DJ Gug Pinheiro discoteca Música Periférica Brasileira

A partir de 13h – Ocupação Poéticas Periféricas – organizada por Valdeck Almeida e pela Editora Galinha Pulando

13h – Sarau e lançamento do livro Poéticas Periféricas: A nova voz da poesia Soteropolitana, com a participação de poetas da coletânea.

14h – Roda de Conversas: A Poesia Periférica no Centro da Literatura Sorteropolitana, com a participação dos poetas Gisele Soares, Sandro Sussuarana, Samuel Lima, Luz Preta Marques, Fabrícia de Jesus e Rilton Júnior.

15h – Encontro de Saraus–Roda poética com representantes de importantes saraus e coletivos poéticos da cidade – Sarau Bem Black, Sarau da Onça, Sarau do Cabrito, Sarau do JACA, Sarau da Raça, Sarau Bairro da Paz Vive e Coletivo Pé Descalço.

–  DOMINGO, dia 12
10 às 17h – Visitação à Exposição Permanente do Acervo da Casa do Benin PeriFeirAfro Literária – Exposição e venda de livros e produtos afins, com sessão de autógrafos de escritores e escritoras da periferia. Editoras convidadas: Organismo, Segundo Selo, Malê, Galinha Pulando e outras.

A partir de 11h – Ajeum Lítero-Sonoro – A chef Angélica Moreira e seu Ajeum da Diáspora – apresenta e serve o prato do dia: Efó, com peixe ou com frango. DJ Gug Pinheiro discoteca Música Preta Brasileira

13h – CandomBlackesia: Axé e Poesia na Batida Performance afro-poética e musical com Nelson Maca & Afro-Power-Trio: DjGug, João Teoria e Mestre Jorjão Bafafé e convidados: Alexandra Pessoa, Lee27, Vera Lopes e Netas de Francisca: Lucia Santos e Luiza Gonçalves

14h – Letras e Vozes de Mulheres Negras– Vera Lopes e Emile Lapa apresentam performance com diálogo entre poemas de Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo

15h – Roda de Conversas:Escrita Atual da Bahia Preta– Roda de conversa com escritores e escritoras que participam da PeriFeirAfro Literária

16h: FreePelô: Slam dos Slans – Slam de poesia com representação de slams pioneiros de Salvador – Slam da Onça, Slam Lonan, Slam das Minas e Slam da Raça.



Os poetas do livro "Poéticas Periféricas" devem participar do sarau e das atividades na Casa do Benin: Vinícius Araújo, Gisele Soares, Marcos Paulo Silva, Cairo Costa, Riick Stiller, Camila Ceuta, Alex Bruno, Milica San, Mateus Skyjin, Taíssa Cazumbá, Preto Jhoy, Samuel Lima, Breno Silva, Isadora Nascimento, Kelvin Santos, Thi Zion, Dricca Silva, Negreiros Souza, Rilton Junior, Lislia Ludmila, Amanda Quésia, Preto Disgraça, José Cláudio Onofre, Danilo Lisboa, Josue Ramiro Ramalho, Ray Santana, Giovanni Cavalcanti, Conceição Ferreira, Lázaro da Paz, Marivaldo Gomes Gonçalves, Victória Alcântara, Tiago Oliveira Nascimento, David Alves, Gonesa Gonçalves, Lidiane Ferreira, Jennifer Santana, Iago Santana, Ian Santana, Amanda Denis, Ayala Santana, Jenifer Oliveira, Rool Cerqueira, Vanessa Coelho, Jaqueline Ferreira, Mariana Oxente Gente, Kuma França, Lucas Silva, Guy Falcão, Heder Novaes, Pareta Calderasch, Niel Souza, Jackeline Pinto Amor Divino, Pedro Zaki, Pedro Maia, Allison Chaplin, Pedro Lucas, Anajara Tavares, Alan Felix, Andrei Williams, Geilson dos Reis, Udimila Santos, Marina Lima, Gamp, Igi Emi, Indemar Nascimento, Carlos Leleco, Carlos Meneses, Renildo Santos, Celeste Costa, Fabricio Britto e Patric Adler, Davi Mariston, Chirley Pereira, Manuela Ribeiro, Poeta Noite e Mano Jack, Gleide Davis, Zenon Santos, Fabrícia de Jesus, Bia Santana, Júlia Victória Tavares dos Anjos, Evanilson Alves, Diana Manson, Larissa Barros, Ayran Búfalo Reis Yaiá, Adriana Gatto, Michelle Saimon, Zezé Olukemi, Lucas Barbosa, Luan Victor, Luz Marques, Edson Junior, Rafael Pugas, Fabiana Lima, Ludmila Singa, Iaiá Vilanueva, Sandro Sussuarana, Jamile Santana, Yuna Vitória, Adriele do Carmo e Damiana Sá.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Sarau da onça recebe lançamento de livro com cem poetas das quebradas




Vai ter sarau, venda de artesanato, brincos, turbantes, livretos e apresentação musical durante o evento

A obra “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana” reúne textos de poetas e poetisas da periferia de Salvador-BA e será lançada no dia 07 de julho de 2018 (sábado), a partir das 18hs, no Sarau da Onça, Rua Albino Fernandes, 59-C, Novo Horizonte/Sussuarana, na sede do Cenpah - Centro de Pastoral Afro Padre Heitor, em Salvador-BA.

Texto de orelha por Maíra Azevedo (Tia Má, jornalista, atriz e digital influencer), apresentações de Geilson dos Reis (Pedagogo e Professor) e Dhay Borges (Coletivo de Entidades Negras - CEN), capa do poeta Marcos Paulo da Silva, contracapa de Allison Chaplin. Financiamento através da 1ª Chamada do edital Calendário das Artes 2017, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Participam do livro poetas dos coletivos Sarau da Onça, Slam da Soronha, Sarau do Gheto, Sarau do Jaca, Sarau do Cabrito, Coletivo Cabeça, Sarau do Gato Preto, A Tu Ar, Sarau da Laje, Zeferinas, Sarau Arte Livre, Slam da Quadra, Sarau Urbano, Coletivo Boca Quente, Coletivo Pé Descalço, Coletivo G13, Resistência Poética, Poeta com P de Preto, Slam das Minas, Coletivo Nosso Palco, Coletivo Pega Visão, Cine Sindicato, A Currute Poesias, CEPA Jovem, A Pombagem, Sarau Enegrescência, dentre outros.

Os poetas: Vinícius Araújo, Gisele Soares, Marcos Paulo Silva, Cairo Costa, Riick Stiller, Camila Ceuta, Alex Bruno, Milica San, Mateus Skyjin, Taíssa Cazumbá, Preto Jhoy, Samuel Lima, Breno Silva, Isadora Nascimento, Kelvin Santos, Thi Zion, Dricca Silva, Negreiros Souza, Rilton Junior, Lislia Ludmila, Amanda Quésia, Preto Disgraça, José Cláudio Onofre, Danilo Lisboa, Josue Ramiro Ramalho, Ray Santana, Giovanni Cavalcanti, Conceição Ferreira, Lázaro da Paz, Marivaldo Gomes Gonçalves, Victória Alcântara, Tiago Oliveira Nascimento, David Alves, Gonesa Gonçalves, Lidiane Ferreira, Jennifer Santana, Iago Santana, Ian Santana, Amanda Denis, Ayala Santana, Jenifer Oliveira, Rool Cerqueira, Vanessa Coelho, Jaqueline Ferreira, Mariana Oxente Gente, Kuma França, Lucas Silva, Guy Falcão, Heder Novaes, Pareta Calderasch, Niel Souza, Jackeline Pinto Amor Divino, Pedro Zaki, Pedro Maia, Allison Chaplin, Pedro Lucas, Anajara Tavares, Alan Felix, Andrei Williams, Geilson dos Reis, Udimila Santos, Marina Lima, Gamp, Igi Emi, Indemar Nascimento, Carlos Leleco, Carlos Meneses, Renildo Santos, Celeste Costa, Fabricio Britto e Patric Adler, Davi Mariston, Chirley Pereira, Manuela Ribeiro, Poeta Noite e Mano Jack, Gleide Davis, Zenon Santos, Fabrícia de Jesus, Bia Santana, Júlia Victória Tavares dos Anjos, Evanilson Alves, Diana Manson, Larissa Barros, Ayran Búfalo Reis Yaiá, Adriana Gatto, Michelle Saimon, Zezé Olukemi, Lucas Barbosa, Luan Victor, Luz Marques, Edson Junior, Rafael Pugas, Fabiana Lima, Ludmila Singa, Iaiá Vilanueva, Sandro Sussuarana, Jamile Santana, Yuna Vitória, Adriele do Carmo e Damiana Sá.

Programação
07.07.2018 (sábado)

18:00 às 18:40hs - Banda Zimoblack

18:40 às 19:00hs – Falas institucionais: Renata Dias (Diretora da Funceb), Tia Má (orelha do livro), Geilson dos Reis e Dhay Borges (prefaciadores)

19:00 às 20:30hs - Microfone aberto para poetas do livro

20:30 às 21:00hs – Autógrafos e Banda Zimoblack

A Banda ZimoBlack é composta por jovens estudantes de música, com idades que variam entre 17 e 21 anos, no repertório trazem sucessos de artistas como Liniker, Jorge Ben Jor e alguns trabalhos autorais. Os músicos: Ícaro Freitas, Rafael Pitanga, Camila Ceuta, Yago Luis, Emerson Araújo e Carine Nascimento.

Poéticas periféricas - Composto por cerca de 100 poemas, o livro é resultado do trabalho coletivo de vários protagonistas de saraus, slams, grupos e coletivos de artistas da palavra, que representam quase 3 milhões de vozes da capital baiana. Registra parte da produção literária de Salvador e traz denúncias contra o genocídio da juventude negra e periférica, racismo, homofobia, racismo religioso, machismo e todas as opressões. E também tem poemas de amor, sonhos e alegria. A publicação pretende dar visibilidade, proporcionar a compilação de poemas para fontes de pesquisas, além de valorizar o movimento de leitura e escrita, bem como fortalecer políticas de formação de leitores e facilitar o acesso à produção poética da periferia para os interessados. Além disso, o projeto é um instrumento de estímulo à criação poética para fortalecer o trabalho em grupo já realizado pelos diversos coletivos. A publicação deve facilitar a circulação da produção poética através dos saraus e slams e fomentar o mercado editorial local.

O que pensam as/os autoras/es
Adriele do Carmo (Sarau Arte-Livre): “Ter um poema meu publicado num livro que conta com nomes tão importantes e respeitados na literatura periférica de Salvador é sem dúvida uma das maiores alegrias, é uma forma de confirmação da importância do meu trabalho”.

Milica San: "Dou sincero e alto valor a esta reunião de Poesia. Um sarau em papel impresso. Sincera gratidão. Nossas ideias juntas, nossos traços, nossos versos."

Fabrício Britto (A Pombagem): "Estou feliz em participar de uma obra tão representativa para a periferia, e mais feliz ainda por essa experiência propiciar a publicação de uma poesia que tem 10 anos."

Amanda Quésia: “É de extrema importância participar desse livro, onde pretas e pretos relatam sobre suas experiências, sobre a nossa realidade, que é cada vez mais desafiadora no nosso dia a dia. E podemos mostrar, a partir desse livro, que temos voz, sim, e que não vamos nos deixar calar diante de tantas desigualdades.”

Thi Zion: "Numa época de subtração de direitos arduamente adquiridos por organização e luta de vários movimentos e entidades sociais, a arte grita seu repúdio contra toda tirania e exploração hegemônica, contra toda forma de violência expressa num biopoder que se acha no direito de paralisar determinadas camadas sociorraciais.” E prossegue: “A poesia não pode ser apenas perfume, na rosa ela também é espinho e fura, sangra, e às vezes, é nosso próprio sangue banhado nela. Esta compilação da arte poética soteropolitana registra esta contundência periférica, este grito antes abafado e esta esperança por dias melhores."

Danilo Lisboa: “Vejo esta obra literária como um marco para a poesia periférica soteropolitana, pois a mesma propõe, a meu ver, algo que supera o conceito de antologia. Enxergo como uma unificação das ideologias que se revelam como um grito de desabafo perante as injustiças, mostrando que, embora haja poetas e poetisas deste trabalho que ainda não se conheçam, as nossas indignações se assemelham. Espero que tal unificação possa ir além das páginas e nos conecte pelos saraus da vida.”

Zezé Olukemi: “A poesia ainda é um dos principais veículos que transportam a opinião da periferia para o mundo. A manifestação do pensamento falado ou escrito não tem fronteira e nem barreiras e integrar uma obra como esta, onde vários artistas se reúnem com a intenção de transmitir e transportar essa palavra, só fortalecem os meus laços com a minha comunidade, mesmo me dando asas para voar, me dá base, sustento e raiz.

Renata Rimet (colaboradora do projeto): “A arte nos aproxima, nos integra, nos torna sociedade de fato. A poesia da periferia mostra sua cara, é importante descrever mazelas e destruir a grande farsa; é com inteligência, sabedoria e uma caneta nas mãos que essa turma contra-ataca. São vozes a serem ouvidas, versos que revelam verdades, palavras tingidas de sangue jorrando amor por toda parte, em cada verso, o reverso se anuncia, com orgulho aplaudo de pé a publicação que se anuncia, a voz da periferia, palavra de ordem, desordem, agonia, em busca do seu espaço, respeito e verdadeira cidadania. Um caminho de muito sucesso a todos!”

Difusão - Será feita uma tentativa de tarde de autógrafos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que vai acontecer em agosto na capital paulista. Parte dos exemplares será entregue à Secretaria de Cultura do Estado para doação a bibliotecas públicas e comunitárias. O restante dos livros será distribuído entre os poetas como pagamento dos direitos autorais e para geração de renda para manutenção dos coletivos.

O Calendário das Artes propicia o financiamento de pequenos projetos e sua importância é fundamental. Para o jornalista e poeta Valdeck Almeida de Jesus, “As políticas públicas relativas a cultura, sejam dos governos federal, estadual ou municipal, são, na sua gênese e nas bases legais, acessíveis a todas e todos, de forma democrática e universal. Entretanto, o financiamento, devido a uma série de fatores, como complexidade dos grandes editais, burocracia inerente por exigência legal, total de dinheiro investido que nem sempre é o suficiente para todas as demandas, dentre outros aspectos, nem sempre consegue chegar nos poetas de rua, das periferias. Afinal, são centenas ou milhares de projetos inscritos, muitos deles por pessoas ou grupos já experientes, o que acaba dificultando o acesso a pequenos coletivos que, na sua maioria, está envolvida completamente fazendo malabarismos para manter as atividades, não sobrando tempo para se habilitarem e concorrerem em editais”.

Serviço
O quê: lançamento do livro “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana”
Quando: 07 de julho de 2018 (sábado), a partir das 18hs
Onde: Sarau da Onça, Rua Albino Fernandes, 59-C, Novo Horizonte/Sussuarana, na sede do Cenpah - Centro de Pastoral Afro Padre Heitor, em Salvador-BA.
Quanto: Entrada gratuita. O livro: R$ 30,00 (trinta reais)


Contatos para entrevistar autores:
71 99345 5255 – Valdeck – poeta.baiano@gmail.com
71 99331 5781 – Sandro – saraudaonca@gmail.com
71 98655 6882 – Renata – rimet.r@gmail.com

terça-feira, 1 de maio de 2018

Poesias das quebradas de Salvador vão ser publicadas em livro



(Capa: Marcos Paulo Silva)



A obra “Poéticas periféricas: novas vozes da poesia soteropolitana” reúne textos de poetas e poetisas da periferia de Salvador-BA. Composto por cerca de 100 poemas, é resultado do trabalho coletivo de vários protagonistas de saraus, slams, grupos e coletivos de artistas da palavra, que representam quase 3 milhões de vozes da capital baiana. Com prefácio de Tia Má (jornalista e digital influencer), apresentações de Geilson dos Reis (Pedagogo e Professor) e Dhay Borges (Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra), capa do poeta Marcos Paulo da Silva, contracapa de Allison Chaplin. O livro vai sair pela Editora Galinha Pulando e foi financiado através da 1ª Chamada do edital Calendário das Artes 2017, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

A coletânea registra a produção literária e traz denúncias contra o genocídio da juventude negra e periférica, racismo, homofobia, racismo religioso, machismo e todas as opressões. A publicação pretende dar visibilidade, proporcionar a compilação de poemas para fontes de pesquisas, além de valorizar o movimento de leitura e escrita, bem como fortalecer políticas de formação de leitores e facilitar o acesso à produção poética da periferia para os interessados. Além disso, o projeto é um instrumento de estímulo à criação poética para fortalecer o trabalho em grupo já realizado pelos diversos coletivos. A publicação deve facilitar a circulação da produção poética através dos saraus e slams e fomentar o mercado editorial local.

                                                                    (Contracapa: Allison Chaplin)

O que pensam as/os autoras/es.
Para Adriele do Carmo (Sarau Arte-Livre), “Ter um poema meu publicado num livro que conta com nomes tão importantes e respeitados na literatura periférica de Salvador é sem dúvida uma das maiores alegrias, é uma forma de confirmação da importância do meu trabalho”.

Milica San disse: "Dou sincero e alto valor a esta reunião de Poesia. Um sarau em papel impresso. Sincera gratidão. Nossas ideias juntas, nossos traços, nossos versos."

Fabrício Britto (A Pombagem) diz: "Estou feliz em participar de uma obra tão representativa para a periferia, e mais feliz ainda por essa experiência propiciar a publicação de uma poesia que tem 10 anos."


Amanda Quésia afirma: “É de extrema importância participar desse livro, onde pretas e pretos relatam sobre suas experiências, sobre a nossa realidade, que é cada vez mais desafiadora no nosso dia a dia. E podemos mostrar, a partir desse livro, que temos voz, sim, e que não vamos nos deixar calar diante de tantas desigualdades.”


Thi Zion fala: "Numa época de subtração de direitos arduamente adquiridos por organização e luta de vários movimentos e entidades sociais, a arte grita seu repúdio contra toda tirania e exploração hegemônica, contra toda forma de violência expressa num biopoder que se acha no direito de paralisar determinadas camadas sociorraciais." E continua: "A poesia não pode ser apenas perfume, na rosa ela também é espinho e fura, sangra, e às vezes, é nosso próprio sangue banhado nela. Esta compilação da arte poética soteropolitana registra esta contundência periférica, este grito antes abafado e esta esperança por dias melhores."

Danilo Lisboa diz: “Vejo esta obra literária como um marco para a poesia periférica soteropolitana, pois a mesma propõe, a meu ver, algo que supera o conceito de antologia. Enxergo como uma unificação das ideologias que se revelam como um grito de desabafo perante as injustiças, mostrando que, embora haja poetas e poetisas deste trabalho que ainda não se conheçam, as nossas indignações se assemelham. Espero que tal unificação possa ir além das páginas e nos conecte pelos saraus da vida.” 



Zezé Olukemi dá sua opinião: “A poesia ainda é um dos principais veículos que transportam a opinião da periferia para o mundo. A manifestação do pensamento falado ou escrito não tem fronteira e nem barreiras e integrar uma obra como esta, onde vários artistas se reúnem com a intenção de transmitir e transportar essa palavra, só fortalecem os meus laços com a minha comunidade, mesmo me dando asas para voar, me dá base, sustento e raiz.


Para Renata Rimet, colaboradora do projeto, “A arte nos aproxima, nos integra, nos torna sociedade de fato. A poesia da periferia mostra sua cara, é importante descrever mazelas e destruir a grande farsa; é com inteligência, sabedoria e uma caneta nas mãos que essa turma contra ataca. São vozes a serem ouvidas, versos que revelam verdades, palavras tingidas de sangue jorrando amor por toda parte, em cada verso, o reverso se anuncia, com orgulho aplaudo de pé a publicação que se anuncia, a voz da periferia, palavra de ordem, desordem, agonia, em busca do seu espaço, respeito e verdadeira cidadania. Um caminho de muito sucesso a todos!”

Participam do livro: Vinícius Araújo, Gisele Soares, Marcos Paulo Silva, Cairo Costa, Riick Stiller, Camila Ceuta, Alex Bruno, Milica San, Mateus Skyjin, Taíssa Cazumbá, Preto Jhoy, Samuel Lima, Breno Silva, Isadora Nascimento, Kelvin Santos, Thi Zion, Dricca Silva, Negreiros Souza, Rilton Junior, Lislia Ludmila, Amanda Quésia, Preto Disgraça, José Cláudio Onofre, Danilo Lisboa, Josue Ramiro Ramalho, Ray Santana, Giovanni Cavalcanti, Conceição Ferreira, Lázaro da Paz, Marivaldo Gomes Gonçalves, Victória Alcântara, Tiago Oliveira Nascimento, David Alves, Gonesa Gonçalves, Lidiane Ferreira, Jennifer Santana, Iago Santana, Ian Santana, Amanda Denis, Ayala Santana, Jenifer  Oliveira, Rool Cerqueira,Vanessa Coelho, Jaqueline Ferreira, Mariana Oxente Gente, Kuma França, Lucas Silva, Guy Falcão, Heder Novaes, Pareta Calderasch, Niel Souza, Jackeline Pinto Amor Divino, Pedro Zaki, Pedro Maia, Allison Chaplin, Pedro Lucas, Anajara Tavares, Alan Felix, Andrei Williams,Geilson dos Reis, Udimila Santos, Marina Lima, Gamp, Igi Emi, Indemar Nascimento, Carlos Leleco, Carlos Meneses, Renildo Santos, Celeste Costa, Fabricio Britto e Patric Adler, Davi Mariston, Chirley Pereira, Manuela Ribeiro, Poeta Noite e Mano Jack, Gleide Davis, Zenon Santos, Fabrícia de Jesus, Bia Santana, Júlia Victória Tavares dos Anjos, Evanilson Alves, Diana Manson, Larissa Barros, Ayran Búfalo Reis Yaiá, Adriana Gatto, Michelle Saimon, Zezé Olukemi, Lucas Barbosa, Luan Victor, Luz Marques, Edson Junior, Rafael Pugas, Fabiana Lima, Ludmila Singa, Iaiá Vilanueva, Sandro Sussuarana, Jamile Santana, Yuna Vitória, Adriele do Carmo e Damiana Sá.

Difusão - Será feita uma tentativa de tarde de autógrafos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que vai acontecer em agosto na capital paulista. Parte dos exemplares será entregue à Secretaria de Cultura do Estado para doação a bibliotecas públicas e comunitárias. O restante dos livros será distribuído entre os poetas como pagamento dos direitos autorais e para geração de renda para manutenção dos coletivos.

O Calendário das Artes propicia o financiamento de pequenos projetos e sua importância é fundamental. Para o jornalista e poeta Valdeck Almeida de Jesus, “As políticas públicas relativas a cultura, sejam dos governos federal, estadual ou municipal, são, na sua gênese e nas bases legais, acessíveis a todas e todos, de forma democrática e universal. Entretanto, o financiamento, devido a uma série de fatores, como complexidade dos grandes editais, burocracia inerente por exigência legal, total de dinheiro investido que nem sempre é o suficiente para todas as demandas, dentre outros aspectos, nem sempre consegue chegar nos poetas de rua, das periferias. Afinal, são centenas ou milhares de projetos inscritos, muitos deles por pessoas ou grupos já experientes, o que acaba dificultando o acesso a pequenos coletivos que, na sua maioria, está envolvida completamente fazendo malabarismos para manter as atividades, não sobrando tempo para se habilitarem e concorrerem em editais”.